Doença de Peyronie

A Doença de Peyronie é um distúrbio do tecido conjuntivo que leva ao crescimento de placas fibrosas e duras no tecido elástico do pênis.

Embora possa afetar homens de qualquer raça e idade, a doença é mais comumente observada em homens acima dos 40 anos de idade. E afeta cerca de 1-4% dos homens adultos.

A doença de Peyronie não é contagiosa, e não possui nenhuma relação com qualquer tipo de câncer.

Afeta somente homens e cerca de 30% dos homens com a doença desenvolvem simultaneamente fibrose em outros tecidos elásticos do corpo, como na mão, conhecida como doença de Dupuytren e em menor número nos pés. Há sugestões de que há um componente genético na doença.

O processo de fibrose ocorre na túnica albugínea, uma membrana elástica e espessa que reveste os corpos cavernosos do pênis e ocorre a perda de elasticidade e distensibilidade desta membrana em um lado do pênis, encurtando aquele lado.

Durante a ereção ocorre uma tortuosidade ou curvatura anormal do pênis. Em alguns casos, pode haver estreitamento no local da placa (afunilamento) e redução do comprimento do pênis

Durante os estágios iniciais da doença alguns referem dor à ereção no local da placa endurecida e após doze a dezoito meses, pode ocorrer melhora da dor.

Nos estágios tardios da doença, freqüentemente acompanhando esses sintomas, pode haver disfunção erétil.

Há dezenas de tratamentos medicamentosos relatados na literatura médica e alguns já foram totalmente abandonados pela baixa eficácia. São utilizados para melhora da dor e na tentativa de estabilizar a curvatura.

Novas terapias estão disponíveis:

1) terapias por ondas de choque extracorpórea.

2) aplicação na placa de uma substância denominada Xiaflex, a base de Colagenase, uma enzima que dissolve a placa, porém após a aplicação há risco de fratura do pênis. Ainda não disponível no Brasil e custo em 2022 de cerca de 4 mil dólares por aplicação.

Há casos que ESTABILIZAM após um ano de tratamento medicamentoso, mas alguns pacientes podem evoluir com impossibilidade de penetração nas relações sexuais e podem ser candidatos as cirurgias abaixo:

1) Operação de Nesbit – Indicado nos casos em que não há disfunção erétil grave. Quase todos os casos evoluem com diminuição do tamanho do pênis de 1 a 2 cm.

2) Colocação de prótese peniana nos pacientes com disfunção erétil GRAVE associada

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Terapia por Ondas de Choque para Doença de Peyronie

É um tratamento inovador, ambulatorial e indolor. sem internação ou uso de agulhas e o paciente pode voltar as atividades normais no mesmo dia.

O aplicador de ondas focais deste equipamento, emite ondas sonoras audíveis, cuja energia é transmitida através da pele do pênis, propagando-se até os corpos cavernosos do pênis, levando a analgesia, reparação e regeneração do tecido afetado por estímulo de células tronco locais, melhorando a flexibilização da placa da doença de Peyronie.

São realizadas em geral 6 até 8 sessões de tratamento, com duração de 15 a 20 minutos e realizadas 1 vez por semana.
Após o tratamento não há praticamente efeitos colaterais ou riscos.

Existem condições de saúde e uso de medicações que podem contraindicar o procedimento, tais como:

-distúrbios de coagulação do sangue ou trombose
-uso de anticoagulantes
-doenças tumorais ou carcinomas
-uso de marca passo ou outro aparelho cardíaco
-infecção do local a ser tratado

Somos um Centro de terapias por ondas de choque referenciado pela Storz Medical-tecnologia Suíça-Alemã