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A incontinência urinária representa a perda involuntária de urina, pela uretra, e afeta a saúde física da pessoa, decorrentes das assaduras e infecções urinárias e também a saúde mental, devido ao odor desagradável e das vestimentas molhadas, pois gera constrangimento tanto em casa como nos locais onde frequenta. Isto acaba restringindo as atividades da pessoa tanto com a família e com a sociedade.
Tanto mulheres quanto homens sofrem deste problema, e a incidência deste problema aumenta com a idade, afetando principalmente as mulheres (quase 50 % das mulheres após 65 a 70 anos), na proporção de cerca de 6 mulheres para 1 homem.
A bexiga funciona como um reservatório que vai se enchendo e armazenando a urina produzida pelos rins e também dependendo da nossa vontade ela pode contrair-se, levando ao esvaziamento, mas para que isso ocorra é necessário que haja um relaxamento de uma porção da uretra que funciona como uma “válvula” (esfíncter) que se abre para dar passagem para a urina da bexiga.
A incontinência urinária ocorre quando este controle está prejudicado ou ausente.
Sim, há várias causas, que podem levar tanto a perda de urina de forma transitória ou persistente.
A forma transitória está associada a fatores que em grande parte podem ser reversíveis, citando algumas:
-problemas psiquiátricos (delírios), por perda do capacidade de discernimento do local adequado para urinar.
-incapacidade de movimentar-se e ter acesso ao banheiro (por fraturas ou problemas neurológicos)
-infecções da bexiga ou uretra.
A forma persistente, pode ter causas múltiplas e variáveis, dependendo do sexo e idade, citando algumas:
-Incontinência aos esforços:
é a perda de urina que ocorre sempre após algum esforço, seja tosse, espirro, exercício físico, ao levantar-se.
Pode surgir tanto na mulher jovem (múltiplos partos ou parto traumático) ou na mais idosa (deficiência hormonal).
No homem após cirurgias radicais por cânceres de próstata.
Ocorre devido a danos aos músculos da pelve, levando ao mau posicionamento da bexiga e uretra (“bexiga caída”) ou danos nervosos ou musculares com perda da função do mecanismo da “válvula” da uretra (esfíncter).
-Incontinência por urgência:
É a perda da capacidade de controlar as contrações da bexiga e levando a um desejo intenso e incontrolável de urinar.
Pode afetar tanto o homem como a mulher e pode estar associado a problemas neurológicos e além de outros problemas de origem ainda desconhecida.
Incontinência por transbordamento:
É a perda de pequenas quantidades de urina, que ocorre quando a bexiga fica persistentemente cheia (retenção urinária) e cada nova gota de urina que chega na bexiga, provoca um transbordamento de urina pela uretra
Pode ocorrer devido:
-a obstrução a saída da urina da bexiga., por estreitamentos na uretra ou devido ao aumento da próstata que comprime a uretra logo na saída da bexiga.
-problemas neurológicos associados a medicamentos, diabetes, cirurgias pélvicas (intestinais ou ginecológicas) e derrame cerebral.
Incontinência funcional:
É a perda da capacidade de chegar ao vaso sanitário por perda de mobilidade, destreza
Enurese noturna:
É a micção involuntária durante o sono, comum em crianças (15 % das crianças aos 5 anos).
São muitos os fatores que podem ocasioná-la e que interagem entre si:
-atraso no amadurecimento e desenvolvimento do sistema neurológico.
-fatores endócrinos: alterações da secreção do hormônio antidiurético
-fatores hereditários: é comum em crianças com antecedentes familiares desse mesmo problema
Como se pode chegar ao diagnóstico da causa da incontinência?
Muitas vezes, uma entrevista com o médico bem detalhada, um exame físico cuidadoso e alguns exames menos complexos de urina (urina tipo I e cultura), e a observação do como se procede o fluxo da micção, além da medida do volume da urina que resta na bexiga, já podem nos ajudar a diferenciar o tipo de incontinência.
Em alguns casos, são imprescindíveis exames mais complexos, como o estudo urodinâmico, que avalia o funcionamento da bexiga e da uretra.
A importância em se identificar o tipo, a causa e gravidade da incontinência, deve-se ao fato de muitas delas serem curáveis ou ainda podem ser melhoradas com um tratamento adequado
Alguns dos tratamentos disponíveis sejam mudanças de comportamento, medicamentos ou cirúrgicos, são adequados a alguns casos mas totalmente contraindicados para outros.
Alguns tratamentos promissores e inovadores, tanto pela facilidade de utilização como pela procura cada vez maior por tratamentos menos agressivos, tem sido recentemente utilizados, mas somente o crivo do tempo poderá determinar se são realmente efetivos e duradouros.
O tratamento medicamentoso visa melhorar o funcionamento da bexiga, seja aumentando a resistência valvular da bexiga (esfíncter) seja relaxando a bexiga e a uretra, mas cada medicamento é específico para determinado tipo de incontinência.
Nos últimos anos, tem sido desenvolvidas novas drogas na área de incontinência que tem possibilitado um efeito superior, com reduzido número de tomadas por dia e com menor incidência de efeitos colaterais.
Outro tratamento clínico promissor, foi o desenvolvimento de uma droga para o tratamento da enurese noturna que tem estrutura similar ao hormônio antidiurético e que age reduzindo a produção de urina no período noturno.
O melhor conhecimento sobre a fisiopatologia das alterações hormonais sofridas pelo trato urogenital feminino, tem mostrado que as mulheres com deficiência hormonal no período do climatério (próximo a menopausa) e menopausadas, tem se beneficiado da reposição hormonal, com melhora inclusive tanto dos sintomas de incontinência de esforço ou como os de urgência.
Para casos leves de Incontinência Urinária de Esforço, pode ser útil a fisioterapia pélvica com Biofeedback.
Em relação ao tratamento cirúrgico diversas técnicas já foram descritas para correção de incontinência de esforço feminina, mas as técnicas mais promissoras atualmente, são os slings ou faixas de tecido que se coloca sob a uretra, melhorando a resistência da uretra e sua sustentação. Principalmente com advento do sling de material sintético, que pode ser realizado em hospital dia e com menor tempo de sondagem.
Nos homens que apresentam incontinência após cirurgias da próstata, o tratamento atualmente mais recomendado, é o implante de um esfíncter artificial, que consiste na aplicação de uma banda inflável ao redor da uretra, criando uma maior resistência uretral, infelizmente este tratamento fica bastante restrito devido ao alto custo deste material.
Para tratamento de incontinência urinária de urgência, além das medicações, pode ser usada a neuroestimulação sacral e periférica.
Algumas medidas importantes e simples, e que não dependem da tecnologia, podem ser adotadas individualmente ou coletivamente, reduzindo os sintomas e os inconvenientes da incontinência, tais como:
-ingestão de líquidos em quantidades adequadas, cerca de 2 litros para o adulto.
-evitar líquidos próximo ao horário de deitar-se e evitar ingerir quantidades exageradas de café, chá ou refrigerantes que contenham cafeína ou bebidas alcoólicas que podem irritar ou estimular a bexiga.
-regular o funcionamento intestinal pois a constipação intestinal piora a incontinência
-controle adequado do peso.
-usar vestimentas de fácil retirada
-urinar em horários programados (2 a 3 horas, durante o dia)
-facilitar o acesso do deficiente a banheiros.
É importante que o paciente com incontinência, procure seu médico de confiança, pois grande parte do tratamento dependerá da motivação e da colaboração do paciente e dos familiares, para que possa ser estabelecido uma ou mais opções de tratamento e assim tornando a convivência com um problema, que aflige tantas pessoas, mais fácil e menos penoso.
MÉDICO COM EXPERIÊNCIA
Dr César atua há cerca de 30 anos e atendeu a mais de 35.000 pacientes. Tem longa e completa experiência no gerenciamento e tratamento de doenças urológicas, além de atuar na prevenção da saúde masculina e promoção de estilo saudável de vida.
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Dr. César realiza constante reciclagem de conhecimentos no Brasil e no exterior e tem uma equipe de profissionais capacitados a realizar os mais complexos e recentes procedimentos urológicos.





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